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O que é adoção?
É
uma maneira legal e definitiva de uma pessoa assumir como filho(a) uma
criança ou adolescente nascido(a) de outra pessoa.
Por que adotar?
Para dar a toda criança e
adolescente o direito já lhe concedido por lei, de viver em uma família.
Onde e como se pode recorrer à adoção?
A
única maneira permitida por lei para se adotar uma criança ou
adolescente é fazendo solicitação junto a Vara de Adoção (Juizado da
Infância e Juventude).
Pode-se registrar uma criança como filha sem recorrer ao
Juizado da Infância e Juventude?
Mão!
Isto é ilegal, ou seja, é crime punível com reclusão de 02 a 06 anos
(art. 242 do Código Penal). O registro em cartório pode ser cancelado a
qualquer momento, dando aos pais biológicos o direito de recorrer à
Justiça para reaver o(a) filho (a).
Registrar em cartório uma criança nascida de outra pessoa em seu próprio nome é ilegal.
Concluída a adoção, existe a possibilidade de os pais adotivos
perderem o (a) filho(a) para os pais biológicos?
Não.
A adoção feita através de ato judicial é irrevogável, ou seja, a
adoção concedida pelo juiz não tem volta! A adoção legal garante ao
filho adotivo os mesmo direitos do filho biológico, inclusive os de
nome e herança.
É caro adotar uma criança ou adolescente?
Não! todo o processo de adoção do Juizado da Infância e Juventude é gratuito.
Como devo proceder quando meu plano de saúde não aceita incluir a criança como
meu dependente durante o período de Guarda Provisória?
Neste
caso, será necessário redigir uma carta para o Juiz de Direito da Vara
da Infância e Juventude de sua Comarca relatando a situação e
requerendo a inclusão da criança no plano de saúde conforme o previsto
na legislação brasileira.(petição para inclusão da criança no plano de saúde).
Quem pode adotar?
Pessoas
maiores de 21 anos, solteiras, casadas, separadas, viúvas, ou que
convivam maritalmente, padrastos e madrastas, desde que sejam pelo
menos 16 anos mais velhos do que a criança ou adolescente. Avós e
irmãos da criança não podem adotar, mas podem pedir a guarda ou tutela
da criança ou adolescente junto a Vara de Família.
Filhos adotivos dão mais problemas que filhos biológicos?
Não!
Várias pesquisas e estudos mostram que os problemas de famílias
adotivas e biológicas são os mesmos. No entanto, a preparação para a
maternidade/paternidade é recomendável a toda e qualquer pessoa
Quando se deve contar à criança que ela é adotada?
A experiência mostra que o ideal é contar o mais cedo possível, de
forma verdadeira e natural, pois toda pessoa tem o direito de conhecer
a história de sua vida. Viver uma mentira gera ansiedade, falta de
confiança e insegurança à criança e aos pais.
É perigoso receber uma criança diretamente
da mãe biológica ou de terceiros, sem a
intervenção do Juizado da Infância e Juventude, com
a finalidade de criá-la?
Sim
é perigoso. Cuidado! Muitas vezes pessoas inescrupulosas, mais cedo ou
mais tarde, usam este artifício para extorquir e chantagear as
pessoas que de boa-fé receberam a criança. Além disso, esta pessoa ou
família pode vir a sofrer pressões, comprometendo seu bem estar e até
o seu desenvolvimento emocional.
Qual a diferença entre abandono e doação?
Abandonar
uma criança é deixa-la a própria sorte ou "esquecê-la" numa
instituição, ou deixa-la com pessoas sem saber se estas têm condições
de oferecer ambiente adequado ao seu desenvolvimento. Doar uma criança
é abrir mão, no Juizado da Infância e Juventude, do direito de
pai/mãe, em benefício da criança, quando a pessoa não se sente capaz
ou em condições de criá-la.
Por que procurar o Juizado quando se deseja doar um filho?
Por
que o Juizado da Infância e Juventude possui profissionais capacitados
para fornecer atendimento adequado, esclarecendo dúvidas e orientando
a pessoa interessada com o objetivo de proteger a criança. Além disso,
o Juizado possui cadastro de pessoas preparadas para a adoção.
O que são Grupos de Apoio à Adoção?
São
grupos formados por profissionais, pais e filhos adotivos, ou
quaisquer pessoas da comunidade preocupadas com o abandono de crianças
e adolescentes, e que acreditam que a família é o melhor ambiente
para um desenvolvimento saudável. Esses grupos têm como objetivo
prevenir o abandono, estimular a adoção, dar apoio aqueles que adotam
e educar a comunidade sobre o assunto.
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